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CATHYme

Na sexta feira, dia 11 de Maio de 2018, às 19h, abriremos a “Libertetas”, exposição de desenhos de Cathy Burghi, artista uruguaia que reside atualmente em Florianópolis. A artista passou 7 anos trabalhando na França e realizou diversas exposições individuais e coletivas em países como Brasil, Argentina, México, Canadá, Uruguai, França, Bélgica e Japão.

Cathy Burghi nasceu o 20 de novembro de 1980 em Montevidéu Uruguai. Em 2001 entrou na Escuela Nacional de Bellas Artes IENBA, onde estudou Artes plásticas e visuais. EM 2006 ganha uma Beca de estudos do MEC para fazer um intercambio na U.F.M.G. De 2007 ate 2015 mora e trabalha na França. Expôs em vários países (Brasil, Argentina, México, Canadá, Uruguai, França, Bélgica e Japão). Atualmente vive e trabalha em Florianópolis Brasil.

“O antídoto da Liberteta de Cathy Burghi, por Diego de los Campos

Na variedade infinita de formas do zoológico humano existem momentos onde a bizarrice encontra sua máxima expressão. Eu diria que não existe campo mais fértil para a manifestação do grotesco que os corpos humanos. Isso acontece quando o corpo se torna tão para si mesmo, tão dono de si mesmo, tão narcisista, que entra em parafuso numa dimensão sem volta, onde paradoxalmente, deixa de ter um dono específico, ser de determinada persona, e abandona sua alma atrás de um ideal de beleza que a maioria das vezes parece ser tirado de um boneco de plástico de 20 centímetros de altura. A inutilidade alcança sua máxima potência com sacrifícios constantes, com um gasto de tempo e de energia incomensuráveis. É o corpo inflável ao borde de sua resistência superficial, de dentro para fora, mas também de fora para dentro. Puro objeto de um projeto de prazer que se apresenta da forma mais pudorosa possível, este corpo grita na frente do espelho “Me ama, I’ve shaved my builded body!” . Bizarro é estar na moda. Bizarro é ser normal. Bizarro é existir para ser o ser visto. E Liberteta não é bizarra. Liberteta é um corpo-máquina feito a partir de arranjos combinató- rios das engrenagens da felicidade de ser e estar num corpo feminino. Liberteta é sensual porque é divertida. É sexy, porque é muito feliz flanando sobre a massa feita dos exuberantes e recatados corpos ocos dos consumidores de corpos ocos. A estes, tenta alegra-lhes a vida com chuva da doce e cálida leite materna que chorra abundantemente a cada giro completo de seu corpo mutável. É forte porque se auto reproduz e se multiplica a cada golpe sofrido. É linda porque é livre e porque sabe transformar o ruido insosso das batidas dos corpos vazios entre si, em música. E é essa música que a Liberteta nos convida a dançar. Então dancemos como ela, com ela, entre nós, com nossos honestos e amorosos corpos presentes!”

Diego de los Campos