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kamilla nunes

Kamilla Nunes. Quando tudo isso acabar, 2020. Desenhos: Série de 288 desenhos realizados de março a dezembro de 2020. Técnica mista sobre papel Canson 300g, tamanhos A5 e A5+

sinopse

“Quando tudo isso acabar” é uma das frases mais escritas e faladas durante os tempos de isolamento social. Pessoas fazendo planos, esperando por um futuro incerto, difícil de se imaginar, mas que ainda guardam consigo um resto de esperança, para além da melancolia e da angústia. Esta série de desenhos e pinturas – correspondente ao meu período de quarentena –, foi construída dia a dia, como um diário. As imagens apresentam reflexões sobre arte, política e história, tratam do modo como nossos corpos têm ocupado os espaços públicos e privados, criando novas coreografias e cartografias; como a arquitetura se reinventa; e, ainda, como notícias nos atravessam para produzir novas possibilidades de contagem do tempo, das pessoas e da vida.

minibio

Kamilla Nunes é artista, curadora independente e crítica de arte, mestre e doutoranda no Programa de Pós-Graduação do Ceart/Udesc, graduada em Artes Plásticas pela mesma universidade [2010]. É editora da CAIS Editora e curadora do Memorial Meyer Filho [2008-]. Foi gestora do Espaço Embarcação, em Florianópolis [2015-2018]. Foi curadora do Espaço Cultural O Sítio [2015] e diretora do Instituto Meyer Filho [2010 a 2014]. Foi integrante do grupo de curadoria de Frestas Trienal de Artes [SESC, 2014, Sorocaba] e realizou a curadoria da exposição “Sumidouro” [Laboratório Curatorial da SPArte, coordenado por Adriano Pedrosa, SP, 2012]. É autora do livro “Espaços autônomos de arte contemporânea”, lançado em 2013 através da Bolsa Funarte de estímulo à produção crítica. Atualmente pesquisa e ministra aulas sobre Arte Brasileira Contemporânea e está desenvolvendo um processo de criação que fricciona campos do conhecimento, como a psicanálise e o materialismo histórico, por exemplo. Interessa perceber como os sistemas de linguagens se revelam, quais relações existem, hoje, entre o indivíduo e o coletivo, entre o pessoal e o político. Representada pela Helena Fretta Galeria de Arte.